terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Ronaldo da Silva

Swastica eyes

Nos anos 30 do século XX, a Europa estava um caldeirão fervilhante, em que questões políticas se divergiam. No Brasil, Getulio Vargas apresentava características nazi-fascistas, agindo de uma diplomacia Cortez com os alemães. Nesse contexto vem ao Brasil Klaus Cserhalmi, um alemão de 42 anos, pertencente ao partido nacional-socialismo (nazismo), vindo especialmente para inspecionar o partido integralista, em que este era influenciado bastante por idéias nazistas. Klaus ao chegar no território tupiniquim, não se agradou com o clima e criticava a miscigenação brasileira, ele tinha planos de transformar o território brasileiro em um país “limpo”.
Ao se instalar em um dos cômodos do Palácio do Catete, Klaus adormeceu e só acordou no outro dia, exigindo no café da manhã: torradas, geléia e aveia. Ao sair para seu primeiro discurso para o Partido Integralista, não gostaram de ver muitos mulatos inscritos no partido, afirmando ser uma sujeira possuir esses degenerados na associação política.
Klaus elogiava muito os rapazes loiros e com feições caucasianas. Ele estudava e descrevia, em sua caderneta, o dia-a-dia das pessoas pertencentes ao Partido.
Em pleno feriado nacional, Klaus passou o dia com o presidente Vargas e, neste mesmo dia, houve um acontecimento que comprometeu a estabilidade do alemão: o presidente apertou a mão do público e demonstrou ser cortês com estes, foi quando Vargas pegou no colo uma criança mestiça e logo em seguida passou para os braços frios de Klaus. Só que este recusou e sentindo-se ofendido saiu enojado sem olhar pra trás. Klaus era um homem cheio de ambições e sonhos, entre eles ser o braço direito do Füher na América do Sul quando a Alemanha ganhasse a guerra. Passados dois meses, Klaus já transitava no meio da população brasileira, na qual ele era anteriormente apenas uma sombra apagada. A classe política questionava muito suas saídas de algumas semanas atrás, muitas já estavam questionando até a sua sexualidade, devido o mesmo sair muito com os rapazes do partido totalitarista, inclusive os mais aperfeiçoados. Quanto mais tempo passava, Klaus ficava com atitudes mais absolutistas, era cego por poder as só o via como um déspota tirano, com olhos de suásticas flamejantes.
Mas, a vida de Klaus foi mudada, tudo que ele acreditava e todos os seus sonhos e suas crenças, desmoronou da noite para o dia, quando o próprio foi pego com uma pessoa que fazia parte de uma etnia ao qual ele e seu grupo ideológico desprezavam e odiavam. Klaus se encontrava com esse ser, em total momento de puro prazer e estases. Seus corpos tremiam de uma intensa eletricidade causada pelo o movimento de vai-vem, os telespectadores, dessa alegria carnal, foram os próprios integrantes do partido totalitarista, todos ficaram perplexos ao ver o Klaus em uma situação não gratificante, para um homem de sua posição, em que dentro dos padrões morais de uma sociedade fechada era visto por ele e outros de sua casta como algo imoral.
O próprio Klaus com seus olhos de suásticas sentiu a dor de cada extremidade do símbolo nazista ao ser pego com uma negra de dois metros de altura em atos sexuais, nos aposentos de um hotel de quinta categoria.

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