A incrível e tediosa e redundante e histórica história do magnífico Jow, o incrível contador de história e a história de sua incrível filhinha, condenada a ouvir sua história por vinte históricos e longos e ininterruptos anos ininterruptos.
Prefácio
Caros leitores, a incrível e tediosa e redundante e histórica história do magnífico Jow, o incrível contador de história e a história de sua incrível filhinha, condenada a ouvir sua história por vinte históricos e longos e ininterruptos anos ininterruptos, que vocês estão prestes a tomar conhecimento, é uma história real que aconteceu de verdade no seio de uma linda família que não era uma família qualquer. Era a família do magnífico Jow, o incrível contador de história e de sua incrível filhinha, condenada a ouvir sua tediosa história por vinte históricos e longos e ininterruptos anos ininterruptos, pois, histórias como esta podem acontecer nas melhores famílias, mesmo que não seja uma família como a do magnífico Jow, o incrível contador de história e de sua incrível filhinha, condenada a ouvir sua história por vinte históricos e longos e ininterruptos anos ininterruptos.
Capítulo I
A incrível e tediosa e redundante e histórica história do magnífico jow, o incrível contador de história.
Essa é a história de Jow.
Jow era um homem admirável e pacato.
Morava em uma linda casa
Que ficava em uma linda rua
Que ficava em um lindo bairro
De uma linda cidade linda
Jow tinha uma linda família.
Jow era um amável pai que amava sua filhinha que se chamava:
A incrível filhinha do magnífico Jow, condenada a ouvir a história do seu papai Jow, o magnífico, por vinte longos e ininterruptos anos.
Também era um atencioso e apaixonadissimamente apaixonado esposo.
Sua família, portanto, estava sempre em primeiro lugar em sua vida. Era sua prioridade.
Dedicava-lhes todo seu tempo
Todo seu cuidado
Todo seu carinho
Todo seu dinheiro
Todo seu cansaço
Toda atenção e todo vigor.
Jow era um homem excepcionalmente excepcional.
Também era preocupado com os menos favorecidos de sua comunidade.
Bastante generoso,
Íntegro,
Ético,
Responsável,
Honrado,
Honesto,
Respeitador e bondoso, como qualquer outro vereador de qualquer cidadezinha de qualquer região do interior do Brasil.
Seus interesses próprios? Praticamente não havia. Colocava-os sempre em derradeiro lugar em sua vida.
Jow foi um exemplo para toda sua geração e para as gerações futuras.
Um santo.
Acredito que desde que o Jow se foi, a humanidade jamais conheceu um ser que se igualasse ao Jow.
Caros leitores que estão lendo esta comovente história de Jow, o incrível contador de história e a história de sua incrível filhinha, condenada a ouvir sua história por vinte históricos anos ininterruptos, que ninguém, absolutamente ninguém teria mãos dignas para aparar com as próprias mãos as benditas secreções catarrais que jorravam daqueles benditos orifícios nasais do bendito nariz do Jow. Quem? Quem de vós? Quem de nós, desprezíveis criaturas? Qual dentre nós? Pobres mortais! Teria sido privilegiado em ao menos uma vez na vida ter feito espuminha de sabonete na parte inferior das costas do jow para que a espuminha escorresse por entre as partes posteriores carnudas e globosas... (na verdade duas bandinhas de AAS) que formam a parte superior e posterior das coxas do Jow? (nádegas do Jow). Não me levem a mal, caros leitores, é que o Jow Sofria de evacuação freqüente de fezes líquidas e abundantes e eternas, popularmente conhecida como caganeira crônica, mas essa terminologia era muito chula pra um homem com o grau de nobreza do Jow, por isso caganeira crônica foi definida como evacuação freqüente de fezes líquidas e abundantes e eternas e por decorrência dessa enfermidade, Jow assado passou a fazer sua higiene pessoal debaixo do chuveiro fazendo espuminha de sabonete na parte inferior das costas. Jow também sofria de náuseas freqüentes, Também conhecidas como vontade de vomitar ou “botar o bezerro pra fora”, expressões muito rasteiras para um homem nobremente dicionarizado como o Jow, chamaremos este terrível mal estar de expulsão forçada da porção inicial do intestino ou da boca do estômago. Pois bem. O momento da expulsão forçada da porção inicial do intestino ou da boca do estômago de Jow era tão sagrado que exigia um ritual e não havia ninguém que vomitasse com tamanha classe.
Esse era o Jow, o incrível contador de história, pai de a incrível filhinha, condenada a ouvir sua história por vinte históricos anos ininterruptos.
Capítulo II
A história da incrível filhinha do magnífico Jow, condenada a ouvir a incrível e tediosa história contada por seu papai Jow, o incrível e magnífico contador de história por vinte longos e históricos e ininterruptos anos.
Esta é a história de A incrível filhinha do magnífico Jow, condenada a ouvir a história do seu papai Jow, o magnífico, por vinte longos e ininterruptos anos. Era uma garotinha linda.
Seu rostinho era cheio de lindas sardas e usava óculos de zilo, fundo de run montila amarrados por um cordão de nylon.
Tinha cabelos ondulados (on du lado e on du outro) e por isso usava dois lindos cocozinhos com dois lindos lacinhos cor de rosa.
Era uma criança normal como qualquer outra criança de hoje.
Passava o dia inteiro assistindo o sítio do pica-pau-amarelo e os ursinhos carinhosos e nas horas vagas contemplava boquiaberta e com olhar penetrante o teto da sala e babava muito. Sofria de saliva abundante que escorre involuntariamente da boca, popularmente conhecida como baba.
Também morava em uma linda casa
Que também ficava em uma linda rua
Que também ficava em um lindo bairro
De uma também linda cidade linda e também tinha uma linda família.
Todos as noites, sua mamãe, cujo nome era A incrível esposa do magnífico Jow,o incrível contador de história, contava-lhe uma história para boi dormir.
Branca de neve e os sete anões
Os três porquinhos, Chapeuzinho vermelho, Cinderela, Rapunzel, A bela adormecida, A gata borralheira, O patinho feio e o soldadinho de chumbo.
Ah! Esqueci do Pinocchio. Pois bem. Nesse contexto eclético e profundamente intelectualizado, A incrível filhinha do magnífico Jow, condenada a ouvir a história do seu papai Jow, o magnífico, por vinte longos e ininterruptos anos ia crescia, saudável e inteligente.
Capítulo III
Uma triste história triste.
Certa noite triste, a mamãe de A incrível filhinha do magnífico Jow, condenada a ouvir a história do seu papai Jow, o magnífico, por vinte longos e ininterruptos anos ininterruptos veio a falecer de uma doença sexualmente transmissível e letal conhecida como evacuação freqüente de fezes líquidas e abundantes e eternas associada de ânsia de expulsão forçada da porção inicial do intestino ou da boca do estômago conhecida como caganeira crônica acompanhada por insolentes vômitos. Pobre mulher, havia sido infectada por Jow, o terrível contador de história. E agora? Quem contaria lindas histórias para aquela tosca e tabacuda criança?
As crianças são possuidoras de uma sapiência inexplicável e naquela mesma noite da morte de sua mãe, A incrível filhinha do magnífico Jow, pediu para que ele contasse lindas histórias de ninar.
- Papai Jow! Exclamou a garotinha.
- Conta uma historinha para eu dormir.
Essa petição da jovem garotinha foi um marco.
Foi a partir desse momento que Jow se transformou no incrível e tedioso contador de história e sua filhinha foi condenada a ouvir sua história por longos anos ininterruptos e aquele bendito lar começara então a dissolver-se, lenta, silenciosa e dolorosamente.
Capítulo IV
Um magnífico conto contado por um magnífico contador de história.
- Papai Jow, conta uma historinha para eu dormir?
- Oh minha linda e superdotada filhinha, papai Jow não sabe contar historinhas.
Naquele momento sinistro, A incrível filhinha do magnífico Jow, condenada a ouvir a história do seu papai Jow, o magnífico, por vinte longos e ininterruptos anos ininterruptos, com um nó na garganta e o rosto molhado por inúmeras lágrimas peraltas, tamanha era sua angústia, entrou em desespero. Pois seu papai Jow não tinha competência para substituir sua insubstituível mamãe na difícil tarefa de contar histórias para uma linda e inteligente criança.
- Está bem, está bem. Papai Jow só sabe contar a história da gata preta. Quer que eu conte? eu contarei. Quer que eu conte?
- Oh! Meu lindo paizinho. Estava ansiosa por este momento.
- Oh! Meu lindo paizinho. Estava ansiosa por este momento não é história, história é a da gata preta. Quer que eu conte? Eu contarei. Quer que eu conte?
- Quero sim.
- Quero sim não é história, história é a da gata preta. Quer que eu conte?Eu contarei. Quer que eu conte?
- Aham.
-Aham não é história, história é a da gata preta. Quer que eu conte eu contarei quer que eu conte?
- Quero.
- Quero não é história, história é a da gata preta. Quer que eu conte? Eu contarei. Quer que eu conte?
- Papai, estou com sono.
- Papai, estou com sono não é história, história é a da gata preta. Quer que eu conte eu contarei. Quer que eu conte?
- Conta logo, seu velho idiota e imbecil. Seu Cagão!
- Conta logo, seu velho idiota e imbecil. Seu Cagão não é história, história é a da gata preta. Quer que eu conte? Eu contarei. Quer que eu conte?
- ... ... Censurado......
E assim, nesse diálogo construtivo, a jovem garotinha só teve paciência por 20 longos e ininterruptos anos ininterruptos...
To be continued
Um comentário:
Rick meu amigo, valeu!(Simone)
Postar um comentário