Ela percebeu que estava velha demais quando saiu numa noite e voltou pra casa cedo, com sono e sem nenhuma companhia. Passou a noite dançando enlouquecidamente, bebendo e dando olhadas indiscretas pro primeiro carinha que cruzasse seus olhos. Percebeu que estava mais velha ainda quando chegou no bar e pediu uma cerveja e, logo ao lado, uma menina perguntou-lhes: - Tia, que horas são? Ela tinha classe e, por mais puta que estivesse, não quebraria o bar só porque a menina tinha lá seus 15 anos e achava que todo mundo era sua "tia". Respondeu com paciência, tomou sua cerveja e saiu do bar. Sorrindo. Após o show, jogada numa cadeira, ela achava que ainda podia conquistar alguém só de olhar e investe no caso. O carinha lá tinha uns 27 anos. Ela, no auge dos seus 35, jovem ainda, decidiu que não faria mal jogar uma conversa fora e ir conquistá-lo. Tarde demais. Logo após seus pensamentos terem se materializado na sua frente, o carinha gritou: - Valéria amor, cadê minha cerveja? E ela, do alto de seus saltos, desitiu mais uma vez.
Não bastasse esses dois acontecimentos chatos, na hora que decidiu voltar pra casa e chamou o táxi lembrou-se que não tinha dinheiro suficiente. Abriu a porta, entrou no táxi e disse: - me leva. O taxista assustado com o estado de embriaguês daquela dama, perguntou: - pra onde a senhora deseja ir? ela, sem pensar: - pra puta que pariu!
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