C.Mabel
Eu vou para Bahia,
Vem comigo ou fica?
Se eu fosse você ía,
Lá vou ficar rica!
Vem comigo ou fica?
Eu vou ver minha tia,
Lá vou ficar rica!
E volto ‘noutro dia.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Lúcia Helena
CARTA DE ADEUS
Após tantos anos de brutalidade, destruição, humilhação e indiferença com o nosso sofrimento, hoje quando tantos já morreram tantas lágrimas derramaram, é que te dás conta de nossa existência.
A vida é única para todos que tem vida.
Todos têm o seu papel e seu significado.
Um não vive sem o outro.
Porque demorastes tanto a isso compreender.
Quase não posso mais te ajudar.
Estou fraca, sem forças, sem ânimo.
Amo-te tanto, mas me tratastes muito mal.
Agora me pedes, me implora para que eu viva.
Que vida tu pensas que podereis me dar, se tanto de mim tirastes e quase nada mais me resta.
Lamento meu amigo.
O teu amor é grande, mas o tempo foi o meu algoz.
Eis que é chegada a minha hora.
Pensa em tudo que me fizestes.
Procura te corrigir.
O futuro, ninguém conhece, mas o presente, o antecede.
Deixo-te meus filhos.
Cuida deles e tereis a vida que eu podia te oferecer, mas só agora consegues perceber.
Adeus amigo Homem.
A ti deixo todo o meu amor.
A Mãe Natureza.
Após tantos anos de brutalidade, destruição, humilhação e indiferença com o nosso sofrimento, hoje quando tantos já morreram tantas lágrimas derramaram, é que te dás conta de nossa existência.
A vida é única para todos que tem vida.
Todos têm o seu papel e seu significado.
Um não vive sem o outro.
Porque demorastes tanto a isso compreender.
Quase não posso mais te ajudar.
Estou fraca, sem forças, sem ânimo.
Amo-te tanto, mas me tratastes muito mal.
Agora me pedes, me implora para que eu viva.
Que vida tu pensas que podereis me dar, se tanto de mim tirastes e quase nada mais me resta.
Lamento meu amigo.
O teu amor é grande, mas o tempo foi o meu algoz.
Eis que é chegada a minha hora.
Pensa em tudo que me fizestes.
Procura te corrigir.
O futuro, ninguém conhece, mas o presente, o antecede.
Deixo-te meus filhos.
Cuida deles e tereis a vida que eu podia te oferecer, mas só agora consegues perceber.
Adeus amigo Homem.
A ti deixo todo o meu amor.
A Mãe Natureza.
Lúcia Helena
DIANTE DO ESPELHO
Tanto tempo já passou, mas as lembranças ainda tão fortes, não a libertam para a vida. Tudo lembra aquele amor, que de tão grande ficou para sempre marcado em seu ser. Cada detalhe da sua vida lembra dele. Existem momentos que ela chega a pensar que ele está a seu lado como sempre fazia, chegando de mansinho cheio de carinho a ela surpreender.
Voltando do trabalho, quando ela chega em casa e constata o vazio que está, é o momento em que tudo volta em sua mente. A alegria que era se arrumar para esperá-lo pro jantar, cuidar da louça, do seu prato favorito e o vinho que ele gostava. Depois juntos cuidavam de tudo, dos pratos, da organização da casa e, enfim um do outro.
As conversas intermináveis sobre tantos assuntos, que eles mesmos não sabiam como havia tanto sobre o que conversar enquanto juntos curtiam uma música suave, o vinho e o amor que os unia.
Agora, diante do espelho, enquanto se arruma para se deitar, é o momento de maior saudade que ela sente. É algo tão forte e poderoso que mesmo acordada e senhora de todos os seus sentidos, ela vê no espelho seus braços fortes a abraçá-la, seus lábios quentes a murmurar palavras de carinho a seu ouvido e beijar-lhe a nuca suave e amorosamente, fazendo todo seu corpo estremecer de paixão e, quando já não sentindo mais controle de si mesma ela se vira para abraçá-lo e a ele se entregar com todo o seu amor, então percebe que tudo não passou de uma ilusão diante do espelho.
Tanto tempo já passou, mas as lembranças ainda tão fortes, não a libertam para a vida. Tudo lembra aquele amor, que de tão grande ficou para sempre marcado em seu ser. Cada detalhe da sua vida lembra dele. Existem momentos que ela chega a pensar que ele está a seu lado como sempre fazia, chegando de mansinho cheio de carinho a ela surpreender.
Voltando do trabalho, quando ela chega em casa e constata o vazio que está, é o momento em que tudo volta em sua mente. A alegria que era se arrumar para esperá-lo pro jantar, cuidar da louça, do seu prato favorito e o vinho que ele gostava. Depois juntos cuidavam de tudo, dos pratos, da organização da casa e, enfim um do outro.
As conversas intermináveis sobre tantos assuntos, que eles mesmos não sabiam como havia tanto sobre o que conversar enquanto juntos curtiam uma música suave, o vinho e o amor que os unia.
Agora, diante do espelho, enquanto se arruma para se deitar, é o momento de maior saudade que ela sente. É algo tão forte e poderoso que mesmo acordada e senhora de todos os seus sentidos, ela vê no espelho seus braços fortes a abraçá-la, seus lábios quentes a murmurar palavras de carinho a seu ouvido e beijar-lhe a nuca suave e amorosamente, fazendo todo seu corpo estremecer de paixão e, quando já não sentindo mais controle de si mesma ela se vira para abraçá-lo e a ele se entregar com todo o seu amor, então percebe que tudo não passou de uma ilusão diante do espelho.
Lúcia Helena
DA JANELA DO SEU QUARTO
Enquanto a noite descia, da janela do seu quarto ela olhava, o mundo que surgia.
Um mundo de festas, balbúrdia e alegria.
Casais de namorados a passear, amigos que se encontravam a se abraçar, toda uma vida a pulsar,
Enquanto, da janela do seu quarto ela olhava, o mundo passar.
Seria ela a única que sozinha estava?
No escuro do seu quarto a pensar?
Seria a vida tão vazia e má?
Que a ela não permitia amar?
Sozinha ela estava, enquanto da janela do seu quarto ela olhava, a vida a murmurar.
Assim a noite passava, sem muito a fazer ou dizer,
Buscava respostas várias, no vazio de seu ser,
Tentando por vez entender,
Que tipo de vida viver,
Enquanto, da janela do seu quarto ela olhava, a noite morrer.
De tanto buscar entender, da janela do seu quarto, como a vida viver,
Após a noite morrer e o dia nascer,
Ela então percebeu. Mais vale viver por viver,
Do que do mundo entender.
Enquanto a noite descia, da janela do seu quarto ela olhava, o mundo que surgia.
Um mundo de festas, balbúrdia e alegria.
Casais de namorados a passear, amigos que se encontravam a se abraçar, toda uma vida a pulsar,
Enquanto, da janela do seu quarto ela olhava, o mundo passar.
Seria ela a única que sozinha estava?
No escuro do seu quarto a pensar?
Seria a vida tão vazia e má?
Que a ela não permitia amar?
Sozinha ela estava, enquanto da janela do seu quarto ela olhava, a vida a murmurar.
Assim a noite passava, sem muito a fazer ou dizer,
Buscava respostas várias, no vazio de seu ser,
Tentando por vez entender,
Que tipo de vida viver,
Enquanto, da janela do seu quarto ela olhava, a noite morrer.
De tanto buscar entender, da janela do seu quarto, como a vida viver,
Após a noite morrer e o dia nascer,
Ela então percebeu. Mais vale viver por viver,
Do que do mundo entender.
domingo, 25 de novembro de 2007
RUA DA AURORA - C.Mabel
Oh, que saudade que tenho
Da Aurora da minha vida,
Da minha catinga querida,
Que os anos não trazem mais!
Que fedor,sujeira, odores,
Naquelas tardes fagueiras
Ouvindo aquela zuadeira
Dos ônibus de logo mais!
Como são tristes as voltas
No CDU a insistência,
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O coletivo — lotado,
Da Aurora da minha vida,
Da minha catinga querida,
Que os anos não trazem mais!
Que fedor,sujeira, odores,
Naquelas tardes fagueiras
Ouvindo aquela zuadeira
Dos ônibus de logo mais!
Como são tristes as voltas
No CDU a insistência,
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O coletivo — lotado,
cheirando o suvaco do lado,
o homem inda vai pendurado
compartilhando sua dor!
Oh, que saudades que tenho
Da Aurora da minha Vida...
FAVOR DESCONSIDERAR A VERSÃO ABAIXO! num consegui apagar :(
SÓ - C.MABEL
quero a música
dos corpos,
falar com você
sobre mim,
eu, sobre você,
e dizer
que sinto,
e sentir
o prazer,
de ouvir tua música
e a minha,
ofegante,frenética,tranquila, silêncio...
dos corpos,
falar com você
sobre mim,
eu, sobre você,
e dizer
que sinto,
e sentir
o prazer,
de ouvir tua música
e a minha,
ofegante,frenética,tranquila, silêncio...
Sobre a exposição 'Corpo Instável' de Milena Travassos

CORPO INSTÁVEL
Por Cristiane Mabel
Corpo sereno, vulnerável, no limite do risco. O trabalho de Milena nos apresenta uma visualidade ambígua. Um belo corpo de ninfa, inserido numa bela paisagem desconhecida, executa uma ação de forma aparentemente serena. O ato de balançar-se (Vertigem) ou banhar-se (Tudo O Que Sustenta) poderia ser um simples ato do cotidiano, não fosse o fato desse corpo realizar as ações em locais que o impõem ao risco ou que evidenciam sua fragilidade.
Balançar-se sobre um enorme poço, num balanço que tem as cordas presas num local alto que não é possível identificar, expõe o sereno corpo a um risco disfarçado na beleza da ação. Em Vertigem - vídeo instalação2006 – a vulnerabilidade do ser está evidenciada na iminência do risco que corre ao executar a ação.
No ato de banhar-se embaixo de uma árvore à noite, nos faz pensar nos diversos mitos associados à escuridão. Nós ocidentais atribuímos à noite o perigo, o que não se pode ver, nossos fantasmas, nossos medos, nossa vulnerabilidade.
Seus vídeos criam uma relação com a pintura, visto que as ações são desaceleradas, em alguns momentos, quase estáticas. Um corpo nu, numa paisagem...
As ações são universalizadas na medida em que são descontextualizadas no tempo e no espaço. Milena nos coloca na posição de expectador incluído no quadro, somos o voyeur representado nas pinturas de outrora.
Nos trabalhos apresentados, o elemento estruturador do ser humano é fragilizado ao ser externalizado e transformado em matéria frágil – frascos de vidro acoplados às vértebras da coluna – evidenciam o próprio ser, suas relações, fragilidades, fantasmas... Assim as ações sublimes de Milena, cheias de simbolismos, nos fazem refletir sobre nossa própria existência.
Balançar-se sobre um enorme poço, num balanço que tem as cordas presas num local alto que não é possível identificar, expõe o sereno corpo a um risco disfarçado na beleza da ação. Em Vertigem - vídeo instalação2006 – a vulnerabilidade do ser está evidenciada na iminência do risco que corre ao executar a ação.
No ato de banhar-se embaixo de uma árvore à noite, nos faz pensar nos diversos mitos associados à escuridão. Nós ocidentais atribuímos à noite o perigo, o que não se pode ver, nossos fantasmas, nossos medos, nossa vulnerabilidade.
Seus vídeos criam uma relação com a pintura, visto que as ações são desaceleradas, em alguns momentos, quase estáticas. Um corpo nu, numa paisagem...
As ações são universalizadas na medida em que são descontextualizadas no tempo e no espaço. Milena nos coloca na posição de expectador incluído no quadro, somos o voyeur representado nas pinturas de outrora.
Nos trabalhos apresentados, o elemento estruturador do ser humano é fragilizado ao ser externalizado e transformado em matéria frágil – frascos de vidro acoplados às vértebras da coluna – evidenciam o próprio ser, suas relações, fragilidades, fantasmas... Assim as ações sublimes de Milena, cheias de simbolismos, nos fazem refletir sobre nossa própria existência.
A referida exposição aconteceu na Galeria Vicente do Rego Monteiro - FUNDAJ, no Recife, e ficou em cartaz até 04/Novembro/2007.
De Homens, Máquinas e Sonhos - exposição de Paulo Bruscky
'De Homens, máquinas e Sonhos'
Por Cristiane Mabel
A instalação De homens, máquinas e sonhos, recentemente mostrada na Galeria Amparo 60, em Recife, se constituía de quatro grandes escadas brancas – similares às escadas de aeronaves – e ao fundo do salão expositivo uma fotografia em tamanho real do próprio artista. Nesta Paulo Bruscky aparece vestido de paletó e gravata e ao seu lado um grande gelo baiano amarelo – ou outro pré-moldado similar, utilizado pelas autoridades de trânsito para orientar o tráfego de veículos – que possui uma alça, na qual o artista segura, assemelhando o objeto a uma mala.
A figura engravatada ao fundo da instalação nos remete ao universo formal da política, e com sua grande ‘mala’ nos faz refletir sobre todos os casos de corrupção e desvio de verbas públicas que o Brasil há muitos anos vem sendo palco. A expressão facial (cínica?), também corrobora para essa leitura aproximada ao mundo político, pois parece estar alheio a toda movimentação em seu redor enquanto tenta sua impossível missão de deslocar a grande valise.
Também as escadas de aeronaves - feitas em madeira MDF - remetem a recentes acontecimentos nacionais, que ganharam conhecimento público sob o título de ‘caos aéreo brasileiro’. Se utilizadas, as escadas levariam à lugar nenhum, e, aliás, nem poderiam ser usadas, de material frágil não suportariam o peso de uma pessoa. A impossibilidade de acesso presente na fragilidade do material e o caminho a lugar algum, apontam para as quebradiças estruturas social e política, que todos fazemos parte.
Por Cristiane Mabel
A instalação De homens, máquinas e sonhos, recentemente mostrada na Galeria Amparo 60, em Recife, se constituía de quatro grandes escadas brancas – similares às escadas de aeronaves – e ao fundo do salão expositivo uma fotografia em tamanho real do próprio artista. Nesta Paulo Bruscky aparece vestido de paletó e gravata e ao seu lado um grande gelo baiano amarelo – ou outro pré-moldado similar, utilizado pelas autoridades de trânsito para orientar o tráfego de veículos – que possui uma alça, na qual o artista segura, assemelhando o objeto a uma mala.
A figura engravatada ao fundo da instalação nos remete ao universo formal da política, e com sua grande ‘mala’ nos faz refletir sobre todos os casos de corrupção e desvio de verbas públicas que o Brasil há muitos anos vem sendo palco. A expressão facial (cínica?), também corrobora para essa leitura aproximada ao mundo político, pois parece estar alheio a toda movimentação em seu redor enquanto tenta sua impossível missão de deslocar a grande valise.
Também as escadas de aeronaves - feitas em madeira MDF - remetem a recentes acontecimentos nacionais, que ganharam conhecimento público sob o título de ‘caos aéreo brasileiro’. Se utilizadas, as escadas levariam à lugar nenhum, e, aliás, nem poderiam ser usadas, de material frágil não suportariam o peso de uma pessoa. A impossibilidade de acesso presente na fragilidade do material e o caminho a lugar algum, apontam para as quebradiças estruturas social e política, que todos fazemos parte.
QUADRO - C.Mabel
QUADRO
QUADRO
QUADRO
QUADRO
QUADRO
QUADRO
QUADRO
QUADRO
QUADRO
QUADRO
QUADRO
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C.MABEL
O CONTRÁRIO DE VAZIO - OU CHEIO -
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5 minutos ao dia - Cristiane Mabel
Escrever 5 minutos ao dia.
Mas, o que?
À cabeça só me vinham besteiras, começando com Vazio – uma página apresentada em branco – depois O contrário de vazio, ou cheio – página preenchida com pontos, um após o outro até que estivesse completamente tomada por eles –. Depois destes, Quadro.
A configuração visual antes da palavra - ou da não palavra –
Ok. É uma possibilidade, mas, preferi abandonar a idéia e unir à obrigação – da disciplina – e o prazer - dos acasos – à necessidade de pesquisa e produção de textos sobre artes, artistas e exposições recentes ocorridas na cidade.
Esses serão meus escritos, não sei onde se enquadram, mas, ok. Isso já não importa...
Mas, o que?
À cabeça só me vinham besteiras, começando com Vazio – uma página apresentada em branco – depois O contrário de vazio, ou cheio – página preenchida com pontos, um após o outro até que estivesse completamente tomada por eles –. Depois destes, Quadro.
A configuração visual antes da palavra - ou da não palavra –
Ok. É uma possibilidade, mas, preferi abandonar a idéia e unir à obrigação – da disciplina – e o prazer - dos acasos – à necessidade de pesquisa e produção de textos sobre artes, artistas e exposições recentes ocorridas na cidade.
Esses serão meus escritos, não sei onde se enquadram, mas, ok. Isso já não importa...
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Flavio
Funk do elefantinho e da perereca
eae filé
Funk do elefantinho
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba,mete tromba
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba,mete tromba
perereca e tromba
no pancada, mete tromba
no esquema de primeira
ta na sua, ta doidinha
nesta tromba brincadeira
é gatinha, é tunada
lataria de primeira
mete tromba, mete tromba
no pancada a noite inteira
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba,mete tromba
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba, mete tromba
perereca e tromba
perereca e tromba
uma mistura de primeira
pensa bem
pensa reto
sai de perto, se não guenta
vem pro baile
balança tromba
que a perereca entra
perereca levada, perereca sapeca
balançando a noite inteira
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba, mete tromba
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba, mete tromba
perereca e tromba
eae filé
Funk do elefantinho
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba,mete tromba
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba,mete tromba
perereca e tromba
no pancada, mete tromba
no esquema de primeira
ta na sua, ta doidinha
nesta tromba brincadeira
é gatinha, é tunada
lataria de primeira
mete tromba, mete tromba
no pancada a noite inteira
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba,mete tromba
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba, mete tromba
perereca e tromba
perereca e tromba
uma mistura de primeira
pensa bem
pensa reto
sai de perto, se não guenta
vem pro baile
balança tromba
que a perereca entra
perereca levada, perereca sapeca
balançando a noite inteira
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba, mete tromba
tron tron tron
tron tron , tron
mete tromba, mete tromba
perereca e tromba
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Simone
A paisagem e estranha, mórbida, obscura, tudo tem uma tristeza tão grande. A solidão é presente em cada vazio que existe.
Qual o verdadeiro significado de sozinho, você ou o mundo?
Ficar parado não leva a nada. Andar para onde?
Compreender o incompreensível.
O que se pode compreender, quando o homem busca a paz através da guerra.
Qual o verdadeiro significado de sozinho, você ou o mundo?
Ficar parado não leva a nada. Andar para onde?
Compreender o incompreensível.
O que se pode compreender, quando o homem busca a paz através da guerra.
Simone
Dentro do quarto escuro da solidão, busco janelas abertas para poder respirar.
Falta O ar.
Nas janelas, as travas não querem abrir;
Elas não estão no quarto, estão em mim.
Busco mais uma vez, mas agora de fora para dentro.
Os cadeados enferrujaram, não dá mais para abrir,
E daí?
Quebrem-se os cadeados, liberte-se a alma.
Calma!
Os cadeados partiram com o tempo,
Estão no pensamento, Já não existem mais.
Afinal, paz!
Falta O ar.
Nas janelas, as travas não querem abrir;
Elas não estão no quarto, estão em mim.
Busco mais uma vez, mas agora de fora para dentro.
Os cadeados enferrujaram, não dá mais para abrir,
E daí?
Quebrem-se os cadeados, liberte-se a alma.
Calma!
Os cadeados partiram com o tempo,
Estão no pensamento, Já não existem mais.
Afinal, paz!
Simone
Possibilidades
Durante aquele fim de semana, pensei em encher a cara, tomar todas, tudo tava uma droga mesmo. O casamento estava por um fio, que na verdade só eu acreditava que existia, porque ele já havia partido há muito tempo. Desde a última conversa na semana anterior, sabia que não estava nada bem, mas como a esperança é a última que morre resolvi acreditar, ela acabou morrendo. Não sei o que esperava mais, tudo havia definitivamente desmoronado.
Passei o resto da semana remoendo um sentimento amargo inacreditável, parecia uma TPM infinita, mas quem tem amigo não está só, e uma dessas criaturas me convidou para conhecer uns parentes que morava numa outra cidade, duas horas de viagem num ônibus caindo aos pedaços. Eu não tinha nada a perder, então iriamos até aquele fim de mundo, quem sabe não consiguiria me divertir uma pouco.
Nós conversamos sobre vários assuntos, entre eles sobre essa dor insuportável que me incomodava absurdamente. É horrível lembrar de Camões nesse momento e ter certeza que o desamor e o inverso dos seus versos. Tem momentos na vida que a gente se comporta como um perfeito idiota, em nem precisa de manual. Mas afinal, consegui desabafar.
A cidade era pequena, parecia que havia parado no tempo, e que era um lugar muito mais distante, quase onde Judas perdeu as botas, mas me senti em casa.
Chegamos com poeira até nos olhos, a estrada não era asfaltada e o carro não era coberto, o que tornou nossa viagem bastante emocionante, principalmente quando a mala despencou e tivemos que parar duas vezes para pegá-la.
Não estou sendo sarcástica é que a vida é assim mesmo.
Um banho era só o que eu queria, e depois jogar um pouco de conversa fora. Sempre tive muita curiosidade em relação a essas cidades pequenas, trazia lembranças que não compreendo muito bem, mas que eram muito agradáveis. Talvez dos livros de português ou de estórias contadas por minha avó, sentada na cadeira de balanço enquanto todos os netos ficavam a sua volta.
Fique sabendo que haveria uma festa de aniversário. A principio achei que não daria certo.
À noite a festa foi demais, esqueci de tudo, pensei somente em mim e descobri que assim é muito mais fácil ser feliz. Não enchi a cara, mas me diverti imensamente.
Meu ex? Não soube mais dele, acho que deve está por ai vivendo, afinal viver é muito bom. Aliás, no próximo final de semana vou continuar vivendo muito bem, obrigado.
Durante aquele fim de semana, pensei em encher a cara, tomar todas, tudo tava uma droga mesmo. O casamento estava por um fio, que na verdade só eu acreditava que existia, porque ele já havia partido há muito tempo. Desde a última conversa na semana anterior, sabia que não estava nada bem, mas como a esperança é a última que morre resolvi acreditar, ela acabou morrendo. Não sei o que esperava mais, tudo havia definitivamente desmoronado.
Passei o resto da semana remoendo um sentimento amargo inacreditável, parecia uma TPM infinita, mas quem tem amigo não está só, e uma dessas criaturas me convidou para conhecer uns parentes que morava numa outra cidade, duas horas de viagem num ônibus caindo aos pedaços. Eu não tinha nada a perder, então iriamos até aquele fim de mundo, quem sabe não consiguiria me divertir uma pouco.
Nós conversamos sobre vários assuntos, entre eles sobre essa dor insuportável que me incomodava absurdamente. É horrível lembrar de Camões nesse momento e ter certeza que o desamor e o inverso dos seus versos. Tem momentos na vida que a gente se comporta como um perfeito idiota, em nem precisa de manual. Mas afinal, consegui desabafar.
A cidade era pequena, parecia que havia parado no tempo, e que era um lugar muito mais distante, quase onde Judas perdeu as botas, mas me senti em casa.
Chegamos com poeira até nos olhos, a estrada não era asfaltada e o carro não era coberto, o que tornou nossa viagem bastante emocionante, principalmente quando a mala despencou e tivemos que parar duas vezes para pegá-la.
Não estou sendo sarcástica é que a vida é assim mesmo.
Um banho era só o que eu queria, e depois jogar um pouco de conversa fora. Sempre tive muita curiosidade em relação a essas cidades pequenas, trazia lembranças que não compreendo muito bem, mas que eram muito agradáveis. Talvez dos livros de português ou de estórias contadas por minha avó, sentada na cadeira de balanço enquanto todos os netos ficavam a sua volta.
Fique sabendo que haveria uma festa de aniversário. A principio achei que não daria certo.
À noite a festa foi demais, esqueci de tudo, pensei somente em mim e descobri que assim é muito mais fácil ser feliz. Não enchi a cara, mas me diverti imensamente.
Meu ex? Não soube mais dele, acho que deve está por ai vivendo, afinal viver é muito bom. Aliás, no próximo final de semana vou continuar vivendo muito bem, obrigado.
Simone
- Qual foi a última vez que você esteve aqui?
- Não lembro, mas fazia um calor infernal.
- A Rosinha veio com você na época.
- Que Rosinha?
- Tua noiva.
- Nunca tive noiva com o nome de Rosinha.
- Como não, e quem era aquela moça com quem você veio à festa?
- Não sei, não conheço.
- Como não conhece? Você até me apresentou.
- Então eu estava bêbado.
- É, pode ser.
- Não lembro, mas fazia um calor infernal.
- A Rosinha veio com você na época.
- Que Rosinha?
- Tua noiva.
- Nunca tive noiva com o nome de Rosinha.
- Como não, e quem era aquela moça com quem você veio à festa?
- Não sei, não conheço.
- Como não conhece? Você até me apresentou.
- Então eu estava bêbado.
- É, pode ser.
Simone
A escrivaninha estava cheia de livros, a caneta caída no chão, e um lápis com borracha em cima da prancheta. Na maquina de escrever uma folha de papel com um endereço datilografado: Rua Nova América, número 82. Nas paredes muitos pôsteres de ídolos da musica pop. A cama estava arrumada, com cores muito fortes. Havia um quadro com dois pássaros pintados que parecia acrílica sobre madeira. Duas cadeiras estavam postas uma em frente da outra, e havia um montante de revista em cada uma. Em baixo de uma delas um gatinho dormia sossegadamente, indiferente a tudo. O jarro que estava na mesa não tinha água e as flores estavam secas. No banheiro havia duas toalhas de banho e nenhum sabonete, duas escovas de dente, um creme dental e dois pentes. O tapete emborrachado tinha motivo de peixinhos azuis num mar azul. A cortina era meio alaranjada, nada parecia combinar. O fogão ficava próximo à cama, separado apenas por uma parede muito fina, que dava para sentir o calor. Dois pratos estavam dispostos sobre o fogão virados de boca para baixo. Havia ainda uma pia pequena próxima ao fogão, nela estavam duas caixas e um abridor de lata. A geladeira era muito velha, acho que azul, meio desbotada pelo tempo, mas lembrava essa cor. A janela ficava próxima à cama, e através dela dava para ver o parque da cidade, embora ela não pudesse ser aberta, via-se as árvores gigantescas que rodeavam todo o quarteirão. Não havia grades, mas grandes travas presas na posição horizontal. Não havia vidraça, mas as frestas eram enormes.
Depois de muito tempo examinado o local, não sabíamos o que realmente havia acontecido, ou qual a razão do endereço deixado no papel, uma vez que a casa pertencente àquele número já havia sido demolida a mais de 10 anos. Compreendíamos apenas que precisávamos saber para onde eles teriam ido, deixando todos os pertences e de maneira súbita.
Depois de muito tempo examinado o local, não sabíamos o que realmente havia acontecido, ou qual a razão do endereço deixado no papel, uma vez que a casa pertencente àquele número já havia sido demolida a mais de 10 anos. Compreendíamos apenas que precisávamos saber para onde eles teriam ido, deixando todos os pertences e de maneira súbita.
Simone
Esperando o que?
Observava há horas e não conseguia compreender as razões da espera. Que diabos estava fazendo naquele lugar debaixo daquele sol insuportável? A principio pensei em perguntar, mas achei melhor não puxar conversa. Eu havia passado logo cedo para ir ao supermercado e lhe dirigi uma frase de cumprimento, recebi um bom dia de volta. Naquele bairro, era muito comum os vizinhos se cumprimentarem, sempre todos muito amáveis, porém não me recordo de ter visto vizinhos novos. Três horas depois retornava do supermercado, e aquela criatura permanecia parada no mesmo lugar, limitei-me a um boa tarde, pois já passava do meio dia, e segui para casa. Da janela da sala observava aquela figura parada no mesmo lugar. A principio pensei que fosse cego, pois usava óculos escuros e "olhava" fixamente para uma única direção, mas quando o garoto caiu da bicicleta, tentando passar com o sinal aberto, ele ajudou a levantar e por um instante tirou os óculos e enxugou o suor. Pude então vê seus olhos escuros, tinha uma expressão de tristeza muito grande. Depois que ajudou o garoto voltou para o mesmo lugar. Com certeza estaria esperando por alguém que provavelmente não havia chegado ainda. Anoiteceu e a aquela imagem não se modificava.
Nesse dia passei todo o tempo em casa, não havia para onde ir, o que é bastante comum nos meus fins de semana. A televisão e o rádio foram minhas únicas companhias, mas de momento em momento lembrava-me e dava mais uma olhada na janela. “Qual seria a razão para alguém passar o dia inteiro parado no mesmo lugar? Estaria em missão de espionagem? Acho que estou assistindo sessão da tarde demais”.
Coloquei todos os trabalhos em dia, peguei o filme que havia locado e resolvi assistir, mas não conseguia me concentrar, pois na última vez que fui até a cozinha tomar um pouco d’água, olhei novamente pela janela e o quadro era o mesmo.
Já passava das onze horas e o sono estava insuportável. Na noite anterior havia passado na casa de uns amigos numa comemoração de aniversário, aliás, foi um churrasco muito especial, pena que não foram todos do escritório, principalmente o pessoal de apoio que são muito divertidos. Nós conversamos até as três da manhã e o sono estava “para lá de depois”.
Fui ao banheiro tomar um banho e me prepara para dormir e mais uma vez olhei pela janela, nada havia mudado. Diante desse quadro imutável me questionei mais uma vez o que estava acontecendo.
Na manhã seguinte não o vi mais, talvez a pessoa por quem esperava tivesse chegado, ou talvez tenha cansado de esperar. Não sei porque estou me preocupando com isso, não o conhecia, nem mesmo sei como se chama, mas seus olhos negros e tristes ficaram na minha lembrança, será que um dia voltarei a vê-lo?
Observava há horas e não conseguia compreender as razões da espera. Que diabos estava fazendo naquele lugar debaixo daquele sol insuportável? A principio pensei em perguntar, mas achei melhor não puxar conversa. Eu havia passado logo cedo para ir ao supermercado e lhe dirigi uma frase de cumprimento, recebi um bom dia de volta. Naquele bairro, era muito comum os vizinhos se cumprimentarem, sempre todos muito amáveis, porém não me recordo de ter visto vizinhos novos. Três horas depois retornava do supermercado, e aquela criatura permanecia parada no mesmo lugar, limitei-me a um boa tarde, pois já passava do meio dia, e segui para casa. Da janela da sala observava aquela figura parada no mesmo lugar. A principio pensei que fosse cego, pois usava óculos escuros e "olhava" fixamente para uma única direção, mas quando o garoto caiu da bicicleta, tentando passar com o sinal aberto, ele ajudou a levantar e por um instante tirou os óculos e enxugou o suor. Pude então vê seus olhos escuros, tinha uma expressão de tristeza muito grande. Depois que ajudou o garoto voltou para o mesmo lugar. Com certeza estaria esperando por alguém que provavelmente não havia chegado ainda. Anoiteceu e a aquela imagem não se modificava.
Nesse dia passei todo o tempo em casa, não havia para onde ir, o que é bastante comum nos meus fins de semana. A televisão e o rádio foram minhas únicas companhias, mas de momento em momento lembrava-me e dava mais uma olhada na janela. “Qual seria a razão para alguém passar o dia inteiro parado no mesmo lugar? Estaria em missão de espionagem? Acho que estou assistindo sessão da tarde demais”.
Coloquei todos os trabalhos em dia, peguei o filme que havia locado e resolvi assistir, mas não conseguia me concentrar, pois na última vez que fui até a cozinha tomar um pouco d’água, olhei novamente pela janela e o quadro era o mesmo.
Já passava das onze horas e o sono estava insuportável. Na noite anterior havia passado na casa de uns amigos numa comemoração de aniversário, aliás, foi um churrasco muito especial, pena que não foram todos do escritório, principalmente o pessoal de apoio que são muito divertidos. Nós conversamos até as três da manhã e o sono estava “para lá de depois”.
Fui ao banheiro tomar um banho e me prepara para dormir e mais uma vez olhei pela janela, nada havia mudado. Diante desse quadro imutável me questionei mais uma vez o que estava acontecendo.
Na manhã seguinte não o vi mais, talvez a pessoa por quem esperava tivesse chegado, ou talvez tenha cansado de esperar. Não sei porque estou me preocupando com isso, não o conhecia, nem mesmo sei como se chama, mas seus olhos negros e tristes ficaram na minha lembrança, será que um dia voltarei a vê-lo?
Simone
- Sai da frente!
Isso é uma tortura mental, uma casa pequena com saídas diversas, parece um queijo suíço cheiro de furos, e a imagem que se projeta para fora dela é monstruosa, derrama informações por todos os lados. São palavras enormes, confusas, parece que a qualquer momento vai explodir. Imagine se aquela bolha enorme e transparente vai conseguir sai daquele espaço minúsculo. Afinal quem a colocou lá?
O telhado esta quase quebrando e as portas já voaram longe. Parece um monstro que infla loucamente. Na sua transparência é possível ver as frases, são muitas e embaralhadas, parece que a agora vai explodir.
- Sai da frente!
Uma parede já caiu, a bolha desliza pela rua absorvendo outras palavras, frases ainda mais confusas coletadas no caos da cidade.
- Sai da frente!
O que será que esse amontoado de informações pretende, esmagar a humanidade?
- Sai da frente!
Onde está aquela agulha idiota?
Ploft.
Ufa! Finalmente estourou, será que machucou alguém?
Isso é uma tortura mental, uma casa pequena com saídas diversas, parece um queijo suíço cheiro de furos, e a imagem que se projeta para fora dela é monstruosa, derrama informações por todos os lados. São palavras enormes, confusas, parece que a qualquer momento vai explodir. Imagine se aquela bolha enorme e transparente vai conseguir sai daquele espaço minúsculo. Afinal quem a colocou lá?
O telhado esta quase quebrando e as portas já voaram longe. Parece um monstro que infla loucamente. Na sua transparência é possível ver as frases, são muitas e embaralhadas, parece que a agora vai explodir.
- Sai da frente!
Uma parede já caiu, a bolha desliza pela rua absorvendo outras palavras, frases ainda mais confusas coletadas no caos da cidade.
- Sai da frente!
O que será que esse amontoado de informações pretende, esmagar a humanidade?
- Sai da frente!
Onde está aquela agulha idiota?
Ploft.
Ufa! Finalmente estourou, será que machucou alguém?
Simone
Quando descobriu que era soro positivo, deprimido e confuso não se reconhecia diante do espelho. Havia sido socorrido dias antes, e não suspeitava que os exames realizados no hospital pudessem trazer algo tão tenebroso.
O que havia acontecido? Nunca acreditou que aconteceria com ele. Era muito jovem e prematuramente descobria que poderia não ter mais tempo. Afinal tempo para que?
A vida sempre lhe pareceu medíocre, mas pensava que não teria mais tempo, e dessa forma, esquecendo-se de si e dos outros resolveu “viver a vida”.
Talvez consiga esperar durante muito tempo a morte que um dia virá, ou verá que na sua espera outros irão, pois esquecendo de si e dos outros também resolveram viver a vida.
O que havia acontecido? Nunca acreditou que aconteceria com ele. Era muito jovem e prematuramente descobria que poderia não ter mais tempo. Afinal tempo para que?
A vida sempre lhe pareceu medíocre, mas pensava que não teria mais tempo, e dessa forma, esquecendo-se de si e dos outros resolveu “viver a vida”.
Talvez consiga esperar durante muito tempo a morte que um dia virá, ou verá que na sua espera outros irão, pois esquecendo de si e dos outros também resolveram viver a vida.
Simone
Coisas de meninas
Elas tinham os vestidos cuidadosamente escolhidos, alguns produzidos por mães outros comprados em lojas especializadas. Exuberantes, pareciam deslizar na passarela. Quando perdiam um sapato, até que não acontecia muito estardalhaço, mas quando caia uma perna ou um braço, era um drama inconsolável. Nem sempre havia alguém que as encaixasse novamente e as meninas caiam no choro. Quando surgia um voluntário disposto a resolver o problema, recolocando braços ou pernas, elas felizes da vida retomavam a brincadeira, “mergulhando” no mundo da imaginação onde é possível brincar de boneca imitando a vida real.
Elas tinham os vestidos cuidadosamente escolhidos, alguns produzidos por mães outros comprados em lojas especializadas. Exuberantes, pareciam deslizar na passarela. Quando perdiam um sapato, até que não acontecia muito estardalhaço, mas quando caia uma perna ou um braço, era um drama inconsolável. Nem sempre havia alguém que as encaixasse novamente e as meninas caiam no choro. Quando surgia um voluntário disposto a resolver o problema, recolocando braços ou pernas, elas felizes da vida retomavam a brincadeira, “mergulhando” no mundo da imaginação onde é possível brincar de boneca imitando a vida real.
Simone
Solidão
Um barco, uma mulher, um peixe, todos mortos numa tela. Vida acabada! Agora era apenas tinta num pequeno espaço limitado, não diz mais nada, mas no passado foi capaz de inspirar sonhos e sentimentos.
É desconcertante olhá-lo e não sentir as mesmas emoções. É triste saber que o tempo passou e que a tela já não fala mais. O silêncio é tão insuportável que incomoda os ouvidos.
O que fazer quando nem os sentimentos falam?
Acho que o melhor é apagar a luz e ir dormir, amanhã é outro dia.
Um barco, uma mulher, um peixe, todos mortos numa tela. Vida acabada! Agora era apenas tinta num pequeno espaço limitado, não diz mais nada, mas no passado foi capaz de inspirar sonhos e sentimentos.
É desconcertante olhá-lo e não sentir as mesmas emoções. É triste saber que o tempo passou e que a tela já não fala mais. O silêncio é tão insuportável que incomoda os ouvidos.
O que fazer quando nem os sentimentos falam?
Acho que o melhor é apagar a luz e ir dormir, amanhã é outro dia.
Flavio
Não leia meu escrito
Não leia minha mente
Como tu lê a ti mesmo
Leia meu coração somente
Oh, escrevedor, porque publicastes
se não queria ser enjaulado
se não queria ter em teus altos
o julgamento do que mentis
Não leia minha mente
Como tu lê a ti mesmo
Leia meu coração somente
Oh, escrevedor, porque publicastes
se não queria ser enjaulado
se não queria ter em teus altos
o julgamento do que mentis
Flavio
O reflexo no lago
O perigo esta a espreita
Senhores garantam seus corações
Senhores caímos numa cilada
Cuidado!
No fundo já sabíamos
Que esta armadilha seria feita
Sabíamos e prosseguimos
Agora estamos no fim do jogo
Abrimos os olhos, vida quanto horizonte
Não sabemos aonde ir
Não estava armado nosso destino
Nada sabemos
Abram os braços
Senhores ganhamos este mundo
Senhores entregue seus coração
A boa brisa toca nossa face
O perigo esta a espreita
Senhores garantam seus corações
Senhores caímos numa cilada
Cuidado!
No fundo já sabíamos
Que esta armadilha seria feita
Sabíamos e prosseguimos
Agora estamos no fim do jogo
Abrimos os olhos, vida quanto horizonte
Não sabemos aonde ir
Não estava armado nosso destino
Nada sabemos
Abram os braços
Senhores ganhamos este mundo
Senhores entregue seus coração
A boa brisa toca nossa face
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Doce de goiaba
Marta Margarida
Num súbito acesso de raiva, (o marido lhe trouxe goiabas durante toda a estação)
Mulher partiu a goiaba.Tirou-lhe os caroços, cada vez mais difícil de engolir!
E transforma junto a quilos de açúcar o motivo de sua pena num delicioso manjar!
doce de goiabas, suaves... fulmegantes...
o constante mecher a colher de pau ia aos poucos lhe tornando forte, musculosa,
daqui a pouco não precisaria mais dele...de mais ninguém...
Sentia-se independente,
E toda aquela história sobre ela ser frágil...
E começava a perceber uma mulher desconhecida
que ninguem tinha apresentado
e que ninguém conhecia
só ela.
Num súbito acesso de raiva, (o marido lhe trouxe goiabas durante toda a estação)
Mulher partiu a goiaba.Tirou-lhe os caroços, cada vez mais difícil de engolir!
E transforma junto a quilos de açúcar o motivo de sua pena num delicioso manjar!
doce de goiabas, suaves... fulmegantes...
o constante mecher a colher de pau ia aos poucos lhe tornando forte, musculosa,
daqui a pouco não precisaria mais dele...de mais ninguém...
Sentia-se independente,
E toda aquela história sobre ela ser frágil...
E começava a perceber uma mulher desconhecida
que ninguem tinha apresentado
e que ninguém conhecia
só ela.
Soluções para evitar assalto em Banco
Marta Margarida
Cabines transparentes à prova de bala, onde por detrás de um vidro transparente a prova de bala e intercomunicado entre si, os funcionários atenderão.
Clientes vestidos de roupa vítrea, fechadas com a chave guardada em local seguro.
A saída para os bancareos se dara em porta bem escondida em local seguro escondida entre as outras portas da cidade
Mas esta solução seria perfeita se o cauculo matemático não tivesse tornado os ladrões mais violentos. e eles começaram a invadir as casas, roubar as pessoas nos carros ônibus, praias escolas e em todos os locais humanamentes habitados.
As grandes corporações que produzem proteção individual (em massa) então criaram a proteção que foi ultilizada para o cliente não ser assaltado no banco para as pessoas uzarem na rua...
De vez em quando elas se esbarram com suas casas portáteis....
Sua proteção hoje as obriga a ter um grande espaço entre si ... já não se cumprimentam.....
não apertam as mãos.... estão se tornadndo pessoas cada vez mais irritadas....
Cabines transparentes à prova de bala, onde por detrás de um vidro transparente a prova de bala e intercomunicado entre si, os funcionários atenderão.
Clientes vestidos de roupa vítrea, fechadas com a chave guardada em local seguro.
A saída para os bancareos se dara em porta bem escondida em local seguro escondida entre as outras portas da cidade
Mas esta solução seria perfeita se o cauculo matemático não tivesse tornado os ladrões mais violentos. e eles começaram a invadir as casas, roubar as pessoas nos carros ônibus, praias escolas e em todos os locais humanamentes habitados.
As grandes corporações que produzem proteção individual (em massa) então criaram a proteção que foi ultilizada para o cliente não ser assaltado no banco para as pessoas uzarem na rua...
De vez em quando elas se esbarram com suas casas portáteis....
Sua proteção hoje as obriga a ter um grande espaço entre si ... já não se cumprimentam.....
não apertam as mãos.... estão se tornadndo pessoas cada vez mais irritadas....
Impaciência
Marta Margarida
Não sou absolutamente contra ela e acredito que a recíproca é verdadeira. No momento estou
imcapacitada de dizer-lhes como seria a vida sem ela, pois nunca ficamos sequer um instante de nossas vidas longe uma da outra. Sem mais delongas podem nos chamar de In(eu) a Iang(ela). Somos os dois lados da mesma pessoa e por, vezes, morri de vontade de atira-la no décimo quinto andar. Não, não me arrependo. Aliás, se arrepedemento matasse eu viveria oitocentos anos!
Entro na sala de estar, roupa pronta para enferntar mais um dia de dia ensolarado, pessoas, sorrisos, conversas. Um pouco de alegria não faz mal a ninguém. Visto minha indefectível roupa colorida. Óculos de sol, dinheiro no bolso. Encontro minha cara-metade sentada no sofá. Pijama, cara de sono, olheiras profundas. Numa mão uma xícara de café, na outra meia dúzia de anti-depressivos. “Que cara é essa?” Indaga. Parece que voltou de um enterro...
“Não vou cair nessa não” respondi com raiva. “Dessa vez você não vai me deprimir”. Ela ignora ainda mais minha alegria de viver. Quebra meus dentes de felicidade como se fossem formigas. “Como assim? È você que está nitidamente deprê. Quer um destes?” Aponta os anti-depressivos sobre sua mão. Respondo negativamente com a cabeça. Ligo a TV para espantar um pouco um tédio.
“Isso me dá dor de cabeça”. Desliguei em respeito a ela. Abro aspas para explicar-lhes que, caso seja o nome que você já ouviu falar, maníaco depressivo, bipolar, transtorno do humor, não acredite em tudo que lhes dizem! Tem muita asneira sendo dita por ai. Somos pessoas doces e bem mais equilibradas do que muita gente por ai. Sensíveis e... “PARA DE FALAR! TÁ ENCHENDO O SACO!”
Desisto por um instante. É nessa horas que faço cara feia. “Ei, peraí! O chato dessa relação sou eu.” O pior é que ela está certa. Ela é a chata, eu sou a boazinha. Peço desculpa e logo percebo que minha função é tentar reanima-la. Vou até a janela, abro a cortina e abro sorrateiramente. “ Veja que dia ensolarado. Vamos dar uma volta?” digo sorridente. “Ta louca? Câncer de pela mata mais do que acidente de carro.” Tento reverter a situação. “ Se bem que tem umas nuvens vindo por ali. Acho que logo vão cobrir o sol”. “Já estou vendo... chuva, resfriado, bronquite, pneumonia... vá sozinha. Mande lembranças depois, na UTI”. Pergunto o que posso fazer para anima-la e ela como sempre me responde que para anima-la basta que eu não pergunte mais isso. Fico ainda mais irritada.
Desisto por um instante. É nessa horas que faço cara feia. “Ei, peraí! O chato dessa relação sou eu.” O pior é que ela está certa. Ela é a chata, eu sou a boazinha. Peço desculpa e logo percebo que minha função é tentar reanima-la. Vou até a janela, abro a cortina e abro sorrateiramente. “ Veja que dia ensolarado. Vamos dar uma volta?” digo sorridente. “Ta louca? Câncer de pela mata mais do que acidente de carro.” Tento reverter a situação. “ Se bem que tem umas nuvens vindo por ali. Acho que logo vão cobrir o sol”. “Já estou vendo... chuva, resfriado, bronquite, pneumonia... vá sozinha. Mande lembranças depois, na UTI”.
Pergunto o que posso fazer para anima-la e ela como sempre me responde que para anima-la basta que eu não pergunte mais isso. Fico ainda mais irritada...
Chamo pra sair com os amigos, ela afirma que são todos falsos. Me irrito mais uma vez, fecho a cara, chuto o cachorro quebro o vaso de flores que ganhei de herança de minha avó querida.
Ela: “Calma... Você está muito nervosa. Desse jeito eu me animo”. Não tem jeito. Sorrio sem saber ao certo se é de desistência ou adesão. Fito seu olhar profundo e deprimido e disparo “ Realmente. Sem você eu não existiria”.
Ela fia encabulada. Reflete por uns momentos. Sorri de volta num pequeno lapso de bom humor. Não o humor sarcástico de sempre. Humor de verdade, de bondade, de cumplicidade. Sim! No fundo, no fundo somos cúmplices e nenhum vive sem o outro. Bipolaridade é a doença da moda, mas não para nós duas. Somos autenticas, unha e carne, o arroz e o feijão.
Ela percebe seu sorriso involuntário. Fecha a cara, muda a expressão voltando ao seu estado normal. “ Droga. Cadê meu antidepressivo e minha lâmina de barbear? Tenho que cortar os pulsos!” Lá vamos nós de novo.
Não sou absolutamente contra ela e acredito que a recíproca é verdadeira. No momento estou
imcapacitada de dizer-lhes como seria a vida sem ela, pois nunca ficamos sequer um instante de nossas vidas longe uma da outra. Sem mais delongas podem nos chamar de In(eu) a Iang(ela). Somos os dois lados da mesma pessoa e por, vezes, morri de vontade de atira-la no décimo quinto andar. Não, não me arrependo. Aliás, se arrepedemento matasse eu viveria oitocentos anos!
Entro na sala de estar, roupa pronta para enferntar mais um dia de dia ensolarado, pessoas, sorrisos, conversas. Um pouco de alegria não faz mal a ninguém. Visto minha indefectível roupa colorida. Óculos de sol, dinheiro no bolso. Encontro minha cara-metade sentada no sofá. Pijama, cara de sono, olheiras profundas. Numa mão uma xícara de café, na outra meia dúzia de anti-depressivos. “Que cara é essa?” Indaga. Parece que voltou de um enterro...
“Não vou cair nessa não” respondi com raiva. “Dessa vez você não vai me deprimir”. Ela ignora ainda mais minha alegria de viver. Quebra meus dentes de felicidade como se fossem formigas. “Como assim? È você que está nitidamente deprê. Quer um destes?” Aponta os anti-depressivos sobre sua mão. Respondo negativamente com a cabeça. Ligo a TV para espantar um pouco um tédio.
“Isso me dá dor de cabeça”. Desliguei em respeito a ela. Abro aspas para explicar-lhes que, caso seja o nome que você já ouviu falar, maníaco depressivo, bipolar, transtorno do humor, não acredite em tudo que lhes dizem! Tem muita asneira sendo dita por ai. Somos pessoas doces e bem mais equilibradas do que muita gente por ai. Sensíveis e... “PARA DE FALAR! TÁ ENCHENDO O SACO!”
Desisto por um instante. É nessa horas que faço cara feia. “Ei, peraí! O chato dessa relação sou eu.” O pior é que ela está certa. Ela é a chata, eu sou a boazinha. Peço desculpa e logo percebo que minha função é tentar reanima-la. Vou até a janela, abro a cortina e abro sorrateiramente. “ Veja que dia ensolarado. Vamos dar uma volta?” digo sorridente. “Ta louca? Câncer de pela mata mais do que acidente de carro.” Tento reverter a situação. “ Se bem que tem umas nuvens vindo por ali. Acho que logo vão cobrir o sol”. “Já estou vendo... chuva, resfriado, bronquite, pneumonia... vá sozinha. Mande lembranças depois, na UTI”. Pergunto o que posso fazer para anima-la e ela como sempre me responde que para anima-la basta que eu não pergunte mais isso. Fico ainda mais irritada.
Desisto por um instante. É nessa horas que faço cara feia. “Ei, peraí! O chato dessa relação sou eu.” O pior é que ela está certa. Ela é a chata, eu sou a boazinha. Peço desculpa e logo percebo que minha função é tentar reanima-la. Vou até a janela, abro a cortina e abro sorrateiramente. “ Veja que dia ensolarado. Vamos dar uma volta?” digo sorridente. “Ta louca? Câncer de pela mata mais do que acidente de carro.” Tento reverter a situação. “ Se bem que tem umas nuvens vindo por ali. Acho que logo vão cobrir o sol”. “Já estou vendo... chuva, resfriado, bronquite, pneumonia... vá sozinha. Mande lembranças depois, na UTI”.
Pergunto o que posso fazer para anima-la e ela como sempre me responde que para anima-la basta que eu não pergunte mais isso. Fico ainda mais irritada...
Chamo pra sair com os amigos, ela afirma que são todos falsos. Me irrito mais uma vez, fecho a cara, chuto o cachorro quebro o vaso de flores que ganhei de herança de minha avó querida.
Ela: “Calma... Você está muito nervosa. Desse jeito eu me animo”. Não tem jeito. Sorrio sem saber ao certo se é de desistência ou adesão. Fito seu olhar profundo e deprimido e disparo “ Realmente. Sem você eu não existiria”.
Ela fia encabulada. Reflete por uns momentos. Sorri de volta num pequeno lapso de bom humor. Não o humor sarcástico de sempre. Humor de verdade, de bondade, de cumplicidade. Sim! No fundo, no fundo somos cúmplices e nenhum vive sem o outro. Bipolaridade é a doença da moda, mas não para nós duas. Somos autenticas, unha e carne, o arroz e o feijão.
Ela percebe seu sorriso involuntário. Fecha a cara, muda a expressão voltando ao seu estado normal. “ Droga. Cadê meu antidepressivo e minha lâmina de barbear? Tenho que cortar os pulsos!” Lá vamos nós de novo.
Impaciência
Não sou absolutamente contra ela e acredito que a recíproca é verdadeira. No momento estou imcapacitada de dizer-lhes como seria a vida sem ela, pois nunca ficamos sequer um instante de nossas vidas longe uma da outra. Sem mais delongas podem nos chamar de In(eu) a Iang(ela). Somos os dois lados da mesma pessoa e por, vezes, morri de vontade de atira-la no décimo quinto andar. Não, não me arrependo. Aliás, se arrepedemento matasse eu viveria oitocentos anos!
Entro na sala de estar, roupa pronta para enferntar mais um dia de dia ensolarado, pessoas, sorrisos, conversas. Um pouco de alegria não faz mal a ninguém. Visto minha indefectível roupa colorida. Óculos de sol, dinheiro no bolso. Encontro minha cara-metade sentada no sofá. Pijama, cara de sono, olheiras profundas. Numa mão uma xícara de café, na outra meia dúzia de anti-depressivos. “Que cara é essa?” Indaga. Parece que voltou de um enterro...
“Não vou cair nessa não” respondi com raiva. “Dessa vez você não vai me deprimir”. Ela ignora ainda mais minha alegria de viver. Quebra meus dentes de felicidade como se fossem formigas. “Como assim? È você que está nitidamente deprê. Quer um destes?” Aponta os anti-depressivos sobre sua mão. Respondo negativamente com a cabeça. Ligo a TV para espantar um pouco um tédio.
“Isso me dá dor de cabeça”. Desliguei em respeito a ela. Abro aspas para explicar-lhes que, caso seja o nome que você já ouviu falar, maníaco depressivo, bipolar, transtorno do humor, não acredite em tudo que lhes dizem! Tem muita asneira sendo dita por ai. Somos pessoas doces e bem mais equilibradas do que muita gente por ai. Sensíveis e... “PARA DE FALAR! TÁ ENCHENDO O SACO!”
\Desisto por um instante. É nessa horas que faço cara feia. “Ei, peraí! O chato dessa relação sou eu.” O pior é que ela está certa. Ela é a chata, eu sou a boazinha. Peço desculpa e logo percebo que minha função é tentar reanima-la. Vou até a janela, abro a cortina e abro sorrateiramente. “ Veja que dia ensolarado. Vamos dar uma volta?” digo sorridente. “Ta louca? Câncer de pela mata mais do que acidente de carro.” Tento reverter a situação. “ Se bem que tem umas nuvens vindo por ali. Acho que logo vão cobrir o sol”. “Já estou vendo... chuva, resfriado, bronquite, pneumonia... vá sozinha. Mande lembranças depois, na UTI Pergunto o que posso fazer para anima-la e ela como sempre me responde que para anima-la basta que eu não pergunte mais isso. Fico ainda mais irritada
Desisto por um instante. É nessa horas que faço cara feia. “Ei, peraí! O chato dessa relação sou eu.” O pior é que ela está certa. Ela é a chata, eu sou a boazinha. Peço desculpa e logo percebo que minha função é tentar reanima-la. Vou até a janela, abro a cortina e abro sorrateiramente. “ Veja que dia ensolarado. Vamos dar uma volta?” digo sorridente. “Ta louca? Câncer de pela mata mais do que acidente de carro.” Tento reverter a situação. “ Se bem que tem umas nuvens vindo por ali. Acho que logo vão cobrir o sol”. “Já estou vendo... chuva, resfriado, bronquite, pneumonia... vá sozinha. Mande lembranças depois, na UTI”.
Pergunto o que posso fazer para anima-la e ela como sempre me responde que para anima-la basta que eu não pergunte mais isso. Fico ainda mais irritada...
Chamo pra sair com os amigos, ela afirma que são todos falsos. Me irrito mais uma vez, fecho a cara, chuto o cachorro quebro o vaso de flores que ganhei de herança de minha avó querida.
Ela: “Calma... Você está muito nervosa. Desse jeito eu me animo”. Não tem jeito. Sorrio sem saber ao certo se é de desistência ou adesão. Fito seu olhar profundo e deprimido e disparo “ Realmente. Sem você eu não existiria”.
Ela fia encabulada. Reflete por uns momentos. Sorri de volta num pequeno lapso de bom humor. Não o humor sarcástico de sempre. Humor de verdade, de bondade, de cumplicidade. Sim! No fundo, no fundo somos cúmplices e nenhum vive sem o outro. Bipolaridade é a doença da moda, mas não para nós duas. Somos autenticas, unha e carne, o arroz e o feijão.
Ela percebe seu sorriso involuntário. Fecha a cara, muda a expressão voltando ao seu estado normal. “ Droga. Cadê meu antidepressivo e minha lâmina de barbear? Tenho que cortar os pulsos!” Lá vamos nós de novo.
Entro na sala de estar, roupa pronta para enferntar mais um dia de dia ensolarado, pessoas, sorrisos, conversas. Um pouco de alegria não faz mal a ninguém. Visto minha indefectível roupa colorida. Óculos de sol, dinheiro no bolso. Encontro minha cara-metade sentada no sofá. Pijama, cara de sono, olheiras profundas. Numa mão uma xícara de café, na outra meia dúzia de anti-depressivos. “Que cara é essa?” Indaga. Parece que voltou de um enterro...
“Não vou cair nessa não” respondi com raiva. “Dessa vez você não vai me deprimir”. Ela ignora ainda mais minha alegria de viver. Quebra meus dentes de felicidade como se fossem formigas. “Como assim? È você que está nitidamente deprê. Quer um destes?” Aponta os anti-depressivos sobre sua mão. Respondo negativamente com a cabeça. Ligo a TV para espantar um pouco um tédio.
“Isso me dá dor de cabeça”. Desliguei em respeito a ela. Abro aspas para explicar-lhes que, caso seja o nome que você já ouviu falar, maníaco depressivo, bipolar, transtorno do humor, não acredite em tudo que lhes dizem! Tem muita asneira sendo dita por ai. Somos pessoas doces e bem mais equilibradas do que muita gente por ai. Sensíveis e... “PARA DE FALAR! TÁ ENCHENDO O SACO!”
\Desisto por um instante. É nessa horas que faço cara feia. “Ei, peraí! O chato dessa relação sou eu.” O pior é que ela está certa. Ela é a chata, eu sou a boazinha. Peço desculpa e logo percebo que minha função é tentar reanima-la. Vou até a janela, abro a cortina e abro sorrateiramente. “ Veja que dia ensolarado. Vamos dar uma volta?” digo sorridente. “Ta louca? Câncer de pela mata mais do que acidente de carro.” Tento reverter a situação. “ Se bem que tem umas nuvens vindo por ali. Acho que logo vão cobrir o sol”. “Já estou vendo... chuva, resfriado, bronquite, pneumonia... vá sozinha. Mande lembranças depois, na UTI Pergunto o que posso fazer para anima-la e ela como sempre me responde que para anima-la basta que eu não pergunte mais isso. Fico ainda mais irritada
Desisto por um instante. É nessa horas que faço cara feia. “Ei, peraí! O chato dessa relação sou eu.” O pior é que ela está certa. Ela é a chata, eu sou a boazinha. Peço desculpa e logo percebo que minha função é tentar reanima-la. Vou até a janela, abro a cortina e abro sorrateiramente. “ Veja que dia ensolarado. Vamos dar uma volta?” digo sorridente. “Ta louca? Câncer de pela mata mais do que acidente de carro.” Tento reverter a situação. “ Se bem que tem umas nuvens vindo por ali. Acho que logo vão cobrir o sol”. “Já estou vendo... chuva, resfriado, bronquite, pneumonia... vá sozinha. Mande lembranças depois, na UTI”.
Pergunto o que posso fazer para anima-la e ela como sempre me responde que para anima-la basta que eu não pergunte mais isso. Fico ainda mais irritada...
Chamo pra sair com os amigos, ela afirma que são todos falsos. Me irrito mais uma vez, fecho a cara, chuto o cachorro quebro o vaso de flores que ganhei de herança de minha avó querida.
Ela: “Calma... Você está muito nervosa. Desse jeito eu me animo”. Não tem jeito. Sorrio sem saber ao certo se é de desistência ou adesão. Fito seu olhar profundo e deprimido e disparo “ Realmente. Sem você eu não existiria”.
Ela fia encabulada. Reflete por uns momentos. Sorri de volta num pequeno lapso de bom humor. Não o humor sarcástico de sempre. Humor de verdade, de bondade, de cumplicidade. Sim! No fundo, no fundo somos cúmplices e nenhum vive sem o outro. Bipolaridade é a doença da moda, mas não para nós duas. Somos autenticas, unha e carne, o arroz e o feijão.
Ela percebe seu sorriso involuntário. Fecha a cara, muda a expressão voltando ao seu estado normal. “ Droga. Cadê meu antidepressivo e minha lâmina de barbear? Tenho que cortar os pulsos!” Lá vamos nós de novo.
domingo, 18 de novembro de 2007
Milena
Dor de cabeça, vômitos, vertigem e diarréia eram os sintomas constantes do final de semana. Regado a dorgas, sexo e roquênrrou vivia Marconi. Nada o inibia, era praticamente o destemido. O próprio 'cavalo-do-cão'. Estudava publicidade mas não era o que queria. Queria cinema, arte, fotografia. Publicidade não contemplava tudo de maneira artística, era apenas um pouco do muito que gostaria de fazer.
Chegava a sexta-feira e todo mundo da faculdade ía pro Bigode, era lá o point. Com Marconi não era diferente, ele adorava aquele antro de perdição. A galera era sempre a mesma, as pessoas de sua sala, os carinhas de jornalismo e algumas pessoas de outros cursos. A babilônia começava na frente do CAC, logo de tarde, antes da aula. E era só esperar pra sair da sala e ir beber e fumar mais.
Hoje não seria diferente, não fosse o acontecido. Uma parte do pessoal havia ido mais cedo enquanto o resto se esperava na frente do CAC. Passaram pelo portão e foram em direção ao Bigode quando o ônibus de Rio Doce/CDU atropelou Fabiana, aluna de história. Marconi se atravessou no meio da rua e segurou a menina pela cintura. Com medo de que ela morresse em seus braços, se preocupou em mantê-la acordada e conversando com ele. O pessoal ligou pro SAMU e ficaram a esperar, enquanto o engarrafamento se formava na avenida. Fabiana morrendo de dor, mas ainda consciente, conversava com Marconi sobre coisas bestas e quando dava ria um pouco pra não demonstrar fraqueza. O socorro médico chegou e Marconi os acompanhou na ambulância. Chegaram na Restauração, Fabiana foi atendida e teve que ficar internada. Uma fratura no joelho, torção no braço e um corte na cabeça. Os seus pais foram avisados da situação e foram correndo ao hospital. Marconi se despediu e voltou pro Bigode. Aquele não seria um dia comum.
Não conseguiu beber nem fumar nem nada. Ficou estático na cadeira pensando em Fabiana. Lembrava do sorriso da menina, que apesar de ter mostrado pouco percebeu o quanto era lindo. Dos cabelos curtos, da saia de flor. Era a menina perfeitinha e ideal. Mas ele não sabia se ela tinha um namorado ou algo do tipo.
Duas semanas se passaram. Todos os dias Marconi ía no CFCH procurar por Fabiana e não a encontrava. Não bebia desde aquele dia. Preocupado resolveu procurar alguém da sala dela pra pedir o telefone. Depois de muito insistir um menino deu o telefone de Fabiana e ele ligou na mesma hora.
Os dois conversaram, ela disse que estava bem melhor. Agradeceu a prestatividade e disse que ficaria feliz com uma visita dele em sua casa.
Dois dias depois Marconi foi visitá-la. Os dois assistiram filme juntos, comeram pipoca e brigadeiro, e riram muito. No final da tarde Marconi resolveu conversar com ela e saber se a menina dos seus olhos tinha namorado. A resposta foi constrangedora, porém sincera: - Tenho mas não o amo mais. Conheci uma pessoa maravilhosa e estou apaixonada por ele.
Marcone não se conteve: - Eu também conheci uma pessoa maravilhosa nos últimos dias. Os dois se olharam e sorriram. Depois de um longo silêncio Marconi disse que era ela a tal pessoa. Fabiana nã soube o que fazer e chorou de alegria por ser ele o menino dos seus sonhos. Os dois se beijaram e ao olhar para trás o namorado dela estava na porta do quarto. Marconi saiu morto de vergonha e foi embora. Fabiana abriu o jogo com Renato e disse que não o amava mais. Renato chorou, pediu um tempo mas foi em vão. Saiu da casa dela chorando e foi pra casa.
Marconi ligou pra Fabiana ao chegar em casa e ela disse pra ele que tinha terminado tudo com Renato e Marconi ficou feliz com isso.
Fabiana voltou pra faculdade, os dois começaram a namorar e Renato que fazia filosofia no CFCH pulou do 15 andar do prédio e morreu deixando apenas um bilhete: a culpa é toda sua. Fabiana ficou arrasada e terminou tudo com Marconi e sumiu da faculdade. Marconi só procurou por ela depois de uns dois meses e então soube que ela havia enlouquecido. Ele, que não nunca mais havia bebido, tomou um porre no Bigode, fumou e cheirou tudo que pôde e morreu de overdose.
Chegava a sexta-feira e todo mundo da faculdade ía pro Bigode, era lá o point. Com Marconi não era diferente, ele adorava aquele antro de perdição. A galera era sempre a mesma, as pessoas de sua sala, os carinhas de jornalismo e algumas pessoas de outros cursos. A babilônia começava na frente do CAC, logo de tarde, antes da aula. E era só esperar pra sair da sala e ir beber e fumar mais.
Hoje não seria diferente, não fosse o acontecido. Uma parte do pessoal havia ido mais cedo enquanto o resto se esperava na frente do CAC. Passaram pelo portão e foram em direção ao Bigode quando o ônibus de Rio Doce/CDU atropelou Fabiana, aluna de história. Marconi se atravessou no meio da rua e segurou a menina pela cintura. Com medo de que ela morresse em seus braços, se preocupou em mantê-la acordada e conversando com ele. O pessoal ligou pro SAMU e ficaram a esperar, enquanto o engarrafamento se formava na avenida. Fabiana morrendo de dor, mas ainda consciente, conversava com Marconi sobre coisas bestas e quando dava ria um pouco pra não demonstrar fraqueza. O socorro médico chegou e Marconi os acompanhou na ambulância. Chegaram na Restauração, Fabiana foi atendida e teve que ficar internada. Uma fratura no joelho, torção no braço e um corte na cabeça. Os seus pais foram avisados da situação e foram correndo ao hospital. Marconi se despediu e voltou pro Bigode. Aquele não seria um dia comum.
Não conseguiu beber nem fumar nem nada. Ficou estático na cadeira pensando em Fabiana. Lembrava do sorriso da menina, que apesar de ter mostrado pouco percebeu o quanto era lindo. Dos cabelos curtos, da saia de flor. Era a menina perfeitinha e ideal. Mas ele não sabia se ela tinha um namorado ou algo do tipo.
Duas semanas se passaram. Todos os dias Marconi ía no CFCH procurar por Fabiana e não a encontrava. Não bebia desde aquele dia. Preocupado resolveu procurar alguém da sala dela pra pedir o telefone. Depois de muito insistir um menino deu o telefone de Fabiana e ele ligou na mesma hora.
Os dois conversaram, ela disse que estava bem melhor. Agradeceu a prestatividade e disse que ficaria feliz com uma visita dele em sua casa.
Dois dias depois Marconi foi visitá-la. Os dois assistiram filme juntos, comeram pipoca e brigadeiro, e riram muito. No final da tarde Marconi resolveu conversar com ela e saber se a menina dos seus olhos tinha namorado. A resposta foi constrangedora, porém sincera: - Tenho mas não o amo mais. Conheci uma pessoa maravilhosa e estou apaixonada por ele.
Marcone não se conteve: - Eu também conheci uma pessoa maravilhosa nos últimos dias. Os dois se olharam e sorriram. Depois de um longo silêncio Marconi disse que era ela a tal pessoa. Fabiana nã soube o que fazer e chorou de alegria por ser ele o menino dos seus sonhos. Os dois se beijaram e ao olhar para trás o namorado dela estava na porta do quarto. Marconi saiu morto de vergonha e foi embora. Fabiana abriu o jogo com Renato e disse que não o amava mais. Renato chorou, pediu um tempo mas foi em vão. Saiu da casa dela chorando e foi pra casa.
Marconi ligou pra Fabiana ao chegar em casa e ela disse pra ele que tinha terminado tudo com Renato e Marconi ficou feliz com isso.
Fabiana voltou pra faculdade, os dois começaram a namorar e Renato que fazia filosofia no CFCH pulou do 15 andar do prédio e morreu deixando apenas um bilhete: a culpa é toda sua. Fabiana ficou arrasada e terminou tudo com Marconi e sumiu da faculdade. Marconi só procurou por ela depois de uns dois meses e então soube que ela havia enlouquecido. Ele, que não nunca mais havia bebido, tomou um porre no Bigode, fumou e cheirou tudo que pôde e morreu de overdose.
Milena
Glorinha e Ricardo eram namorados há 4 anos e depois de um certo tempo decidiram se casar. Glorinha se formaria na universidade em um semestre e já estava num bom emprego, o que seria mais fácil pra mobiliar a casa e tal. Ricardo já tinha o seu emprego estável num escritório de advocacia. Era um advogado competente e estava ganhando nome no mercado de trabalho. Após 4 anos de namoro os dois chegaram a conclusão de que estavam preparados para se casar. A Família fez muito gosto e como prova disso deu-lhes de presente uma casa. Os dois, contentes com o presente, resolveram apressar o casamento. Ricardo convidou seu melhor amigo pra ser padrinho, um advogado famoso e por quem tinha grande admiração. Glorinha chamou uma amiga da faculdade e pronto, estava tudo resolvido. Preparam o chá de cozinha, de casa, de terraço e todos os chás possíveis antes de se casar e quando mobiliaram toda a casa marcaram a data. Deram entrada nos proclames, alugaram roupa, fizeram unhas, cabelos e makeup. No dia da cerimônia, todos nervosos com o casamento, Ricardo chamou Glçorinha de canto e disse: Eu te amo e nunca esqueça disso. Glorinha achou aquilo a prova de amor mais linda do mundo. E quando o padre disse: Se alguém tiver alguma coisa pra falar que fale agora ou cale-se para sempre. Ricardo se levantou, deu as mãos ao padrinho do casamento e fugiram correndo pela igreja.
Foram felizes para sempre.
Foram felizes para sempre.
Milena
Dorinha tinha 16 anos, gostava de natação, balé e música clássica. Um dia se apaixounou por Lucas.
Na tarde de 23/01/03 Dorinha viu Lucas do outro lado da rua, correu no intuito de se declarar e morreu atropelada pelo ônibus da linha de UR-2/Dois Carneiros Baixo.
Foi pro céu.
E amou os anjos.
Na tarde de 23/01/03 Dorinha viu Lucas do outro lado da rua, correu no intuito de se declarar e morreu atropelada pelo ônibus da linha de UR-2/Dois Carneiros Baixo.
Foi pro céu.
E amou os anjos.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Amanda
Eu quero
1 - Aiii, que brinco lindo!
2 - Obrigada! Eu adoro ele.
1 - Ah, eu quero pra mim!
.
.
.
1 - Hmmm, blusa nova!!
2 - É, comprei ontem.
1 - Onde foi? eu quero uma pra mim!
.
.
.
1 - Aiii que sandália fofaa!
2 - Obrigada.
1 - Eu quero uma pra mim!
.
.
.
1 - Que batom lindo!
2 - Obrigada...
1 - Qual a marca? Eu quero um também!
.
.
.
1 - O que é isso?
2 - Chocolate.
1 - Eu quero!!!
.
.
.
1 - Noossaaa, seu cabelo tá lindo!!
2 - Que exagero... Foi só uma hidratação...
1 - Ah, eu quero fazer no meu também!
.
.
.
1 - Olha, que luz branca e bonita está ao seu redor!
2 - É minha luz interior, minha essência, minha alma.
1 - EU QUERO!!
1 - Aiii, que brinco lindo!
2 - Obrigada! Eu adoro ele.
1 - Ah, eu quero pra mim!
.
.
.
1 - Hmmm, blusa nova!!
2 - É, comprei ontem.
1 - Onde foi? eu quero uma pra mim!
.
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1 - Aiii que sandália fofaa!
2 - Obrigada.
1 - Eu quero uma pra mim!
.
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1 - Que batom lindo!
2 - Obrigada...
1 - Qual a marca? Eu quero um também!
.
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1 - O que é isso?
2 - Chocolate.
1 - Eu quero!!!
.
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1 - Noossaaa, seu cabelo tá lindo!!
2 - Que exagero... Foi só uma hidratação...
1 - Ah, eu quero fazer no meu também!
.
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1 - Olha, que luz branca e bonita está ao seu redor!
2 - É minha luz interior, minha essência, minha alma.
1 - EU QUERO!!
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Flavio
A serpentina que cobre teus cabelos
contrasta com o negro da sobriedade
Busto branco, mármore rosa
pra ser esta beleza morta
alcança os lábios só da verdade
Uma que é amiga da outra
de mãos dada segue pra sempre
onde nunca estarei alcançando
em cubo preso sonhando
mesmo estando em minha frente
contrasta com o negro da sobriedade
Busto branco, mármore rosa
pra ser esta beleza morta
alcança os lábios só da verdade
Uma que é amiga da outra
de mãos dada segue pra sempre
onde nunca estarei alcançando
em cubo preso sonhando
mesmo estando em minha frente
Flavio
Neste palácio de diamante
as ruivas são pura técnica de Veneza
as morenas jabuticaba doce
as loiras, rosa e morangos
as orientais sedas translúcidas
as negras terra e calor
Sherazade conte-nos uma estória
enquanto vemos estrelas
ainda existe perfume no ar
Mostre-nos outros mundos através de seus olhos
outros muito alem de Bagdá
as ruivas são pura técnica de Veneza
as morenas jabuticaba doce
as loiras, rosa e morangos
as orientais sedas translúcidas
as negras terra e calor
Sherazade conte-nos uma estória
enquanto vemos estrelas
ainda existe perfume no ar
Mostre-nos outros mundos através de seus olhos
outros muito alem de Bagdá
Flavio
Com astucia e esquiva
Eu busco as trevas
não quero e prossigo
enxergando o prejuízo
no decurso desta espera
Se tudo acaba-se agora
Como quem põe um ponto final
diria não é a hora
mais azul neste agora
me de um instante do normal
Eu busco as trevas
não quero e prossigo
enxergando o prejuízo
no decurso desta espera
Se tudo acaba-se agora
Como quem põe um ponto final
diria não é a hora
mais azul neste agora
me de um instante do normal
Flavio
Cosmos vasto, para pequena existência
Somos poeira no universo
Contendo em si um universo
Cosmos vasto, para pequena existência
Somos poeira no universo
Contendo em si um universo
Cosmos vasto, para pequena existência
Flavio
Tratar o pensar como espaço
com régua, compasso e mármore frio
Trata de enganar-se de imediato
quando marulham no espaço
o barulho eterno do vazio
Cavalgar sempre no obliquo
olhar sem frente e fundos
Riscando o céu ao infinito
tendo a si como vizinho
ignorando o barulho do mundo
com régua, compasso e mármore frio
Trata de enganar-se de imediato
quando marulham no espaço
o barulho eterno do vazio
Cavalgar sempre no obliquo
olhar sem frente e fundos
Riscando o céu ao infinito
tendo a si como vizinho
ignorando o barulho do mundo
Flavio
Cantava o relógio
Tic. Tac
Tic. Tac
Tic . Tac
Tic . Tac
Tic . Tac
Tic . Tac
Cai a pedra
Tic .
Tic .
Tic .
Tic .
Ti .
Ti .
Ti .
T.
T.
.
Tic. Tac
Tic. Tac
Tic . Tac
Tic . Tac
Tic . Tac
Tic . Tac
Cai a pedra
Tic .
Tic .
Tic .
Tic .
Ti .
Ti .
Ti .
T.
T.
.
Flavio
Soprou a poeira
Viu que estava completo
E alegrou-se
Mirou as estrelas
Sentiu que estava incompleto
E sonhou
Parla!
Disse depois que quebrou o mármore
E conquistou
Viu que estava completo
E alegrou-se
Mirou as estrelas
Sentiu que estava incompleto
E sonhou
Parla!
Disse depois que quebrou o mármore
E conquistou
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Flavio
Juventude
Nosso amor é fél
Gosto alcalino no vinho
Com teia de aranha aos vinte e poucos anos
Medalha de barão na sua fralda geriátrica
Só a casca
Relógio sem ponteiro
No pranto escatológico
Da punheta do dia-dia
caminha na veia o sangue de barata
Só a casca
Impunha a bandeira do nada
Pelotão de psicopatas
Em sua orbita de umbigo
O tempo esta refrigerado
O arlequim esta triste jogando baralho
Ninguém dorme
Tempo
Barão conforte-se com suas medalhas
Nosso amor não tem gosto de nada
Contróle apenas o controle remoto
Com suas idéias girando no oco de sua casca
Nosso amor é fél
Gosto alcalino no vinho
Com teia de aranha aos vinte e poucos anos
Medalha de barão na sua fralda geriátrica
Só a casca
Relógio sem ponteiro
No pranto escatológico
Da punheta do dia-dia
caminha na veia o sangue de barata
Só a casca
Impunha a bandeira do nada
Pelotão de psicopatas
Em sua orbita de umbigo
O tempo esta refrigerado
O arlequim esta triste jogando baralho
Ninguém dorme
Tempo
Barão conforte-se com suas medalhas
Nosso amor não tem gosto de nada
Contróle apenas o controle remoto
Com suas idéias girando no oco de sua casca
Flavio
Funk da cirandinha
ciranda cirandinha, vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta e a bundinha arrebitar
você diz que era virgem, a florzinha de filó
mas já tava rodadinha, já ganhava pra vovó
ciranda cirandinha, vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta e a bundinha arrebitar
você diz que eu não posso, que sou liso que da dó
a verdade é que tem medo, do tamanho do cipó
ciranda cirandinha, vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta e a bundinha arrebitar
apresento as piriguetes, o tamanho do amor
pra pegar entre na fila, com carinho, por favor,
vou pegar, vou pegar
as caolhas
as zarolhas
as pernetas
as zambetas
ciranda, cirandinha, vou pegar, vou pegar
as remelentas
as berebentas
as piolhentas
as crequelentas
ciranda, cirandinha, vou pegar, vou pegar
as suvaqueiras
as pentelheiras
as bagulheiras
as bagunceiras
ciranda, cirandinha, vou pegar, vou pegar
as berrugentas
as desdentadas
as cachaceiras
as peidorreiras
ciranda, cirandinha, vou pegar, vou pegar
ciranda cirandinha, vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta e a bundinha arrebitar
ja falei pra você !
ciranda cirandinha, vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta e a bundinha arrebitar
você diz que era virgem, a florzinha de filó
mas já tava rodadinha, já ganhava pra vovó
ciranda cirandinha, vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta e a bundinha arrebitar
você diz que eu não posso, que sou liso que da dó
a verdade é que tem medo, do tamanho do cipó
ciranda cirandinha, vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta e a bundinha arrebitar
apresento as piriguetes, o tamanho do amor
pra pegar entre na fila, com carinho, por favor,
vou pegar, vou pegar
as caolhas
as zarolhas
as pernetas
as zambetas
ciranda, cirandinha, vou pegar, vou pegar
as remelentas
as berebentas
as piolhentas
as crequelentas
ciranda, cirandinha, vou pegar, vou pegar
as suvaqueiras
as pentelheiras
as bagulheiras
as bagunceiras
ciranda, cirandinha, vou pegar, vou pegar
as berrugentas
as desdentadas
as cachaceiras
as peidorreiras
ciranda, cirandinha, vou pegar, vou pegar
ciranda cirandinha, vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta e a bundinha arrebitar
ja falei pra você !
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
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