domingo, 9 de dezembro de 2007

Ronaldo da Silva

À OLHO NU

Essa é uma historia de dois irmãos, um se chama Rômulo e o outro Abel, o primeiro é um se chama homem que está bem sucedido nos negócios econômicos, já o outro é boêmio e galanteador e sem nenhuma pretensão com o futuro. Os dois sempre se deram bem, desde a infância Rômulo dialogava com Abel de uma maneira diplomática, ajudava-o com os estudos, quando este apresentava dificuldade de aprender algo. Abel logo que entrou para a escola já foi conquistando as meninas com sua junção de beleza e simpatia, ele desde pequeno apresentava traços bem definidos, tanto no semblante quanto na estrutura física, desenvolvendo esses traços ao amadurecer. Já Rômulo era um garotinho magro, muito branco e esquálido, um típico protótipo de nerd, não tinha sucesso com as garotas de sua rua e nem de sua escola.

Apesar de suas diferenças físicas dos dois irmãos, eles não tinham choques de culturas. Eles vieram de uma família de classe média baixa, em que a mãe dava aula em uma escola publica, e o pai trabalhava em um banco, como vigia. Os dois estudaram em várias escolas, tanto publica quanto privada, eles tiveram as mesmas oportunidades só que caminhos diferentes. Rômulo seguiu uma carreira de negócio em uma empresa multinacional, almejando uma posição majoritária, já Abel foi trabalhar como vendedor de livros e escreve alguns contos que não chegaram a ser publicado, ficando na obscuridade. Dos dois, só Rômulo construiu família, tendo dois filhos e uma esposa que o traia por falta de sexo no casamento, já Abel não tem uma visão mais critica do mundo, diferente de Rômulo que tem uma visão mais lucrativa, em que as relações humanas se baseam em custos e benefícios.

No natal houve uma ceia na casa de Rômulo, e Abel foi convidado, lá naquela mesa farta Rômulo viu o quanto ele já conseguiu, uma estabilidade no emprego, uma família e posses materiais, mais quando ele olhou no fundo dos olhos do irmão e viu que lhe faltou algo, o próprio irmão. Rômulo não demonstrava que sempre invejava o irmão com o seu jeito carismático de ser, ele na verdade queria ter as virtudes de Abel, tanto física quanto relacional. Nessa mesma noite eles ficaram na biblioteca de Rômulo, bebendo e conversando até tarde, foi quando Abel começou a elogiar o irmão por se dar bem na vida.

Foi quando Rômulo fez um movimento brusco pegando na nuca de Abel dando um beijo na boca de Abel, conduzindo-o até a poltrona, lá Rômulo sodomizou Abel, como se estivesse sugando a sua essência vital, memorizando a face do irmão que gemia de dor e prazer, pedindo que o irmão fosse mais devagar no movimento de vai e vem de sua região sacra. Logo após o coito anal a relação dos irmãos ficou turbulenta. Abel não demonstrou ter problemas, enquanto Rômulo gostou da experiência de possuir e dominar o seu irmão, mas ficou paranóico com a idéia de ser apontado na rua como um pederasta incestuoso. Para acabar com esses “demônios” que habitavam sua mente, teve a idéia de convidá-lo a uma conversa. Os dois passaram o final da tarde rodando a estrada e conversando sobre o ocorrido, Rômulo não tinha mais problema de falar o que sentia, tendo o pensamento desviado para outra coisa. Rômulo pediu que Abel saísse de dentro do carro, ordenando-o que este seguisse em frente, Rômulo com a mão tremula sacou uma arma de dentro de seu casaco, deu três tiros nas costas de Abel, matando-o. Em seguida cinco minutos depois, ele resolveu levar uma lembrança de seu querido irmão, arrancando do cadáver o par dos olhos. Depois de decepar o órgão sensorial do irmão morto, enterrou em uma cova rasa de um terreno abandonado, terminando a noite em bar, bebendo gim.

Nenhum comentário: