segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Lúcia Helena

DA JANELA DO SEU QUARTO

Enquanto a noite descia, da janela do seu quarto ela olhava, o mundo que surgia.
Um mundo de festas, balbúrdia e alegria.
Casais de namorados a passear, amigos que se encontravam a se abraçar, toda uma vida a pulsar,
Enquanto, da janela do seu quarto ela olhava, o mundo passar.

Seria ela a única que sozinha estava?
No escuro do seu quarto a pensar?
Seria a vida tão vazia e má?
Que a ela não permitia amar?
Sozinha ela estava, enquanto da janela do seu quarto ela olhava, a vida a murmurar.

Assim a noite passava, sem muito a fazer ou dizer,
Buscava respostas várias, no vazio de seu ser,
Tentando por vez entender,
Que tipo de vida viver,
Enquanto, da janela do seu quarto ela olhava, a noite morrer.

De tanto buscar entender, da janela do seu quarto, como a vida viver,
Após a noite morrer e o dia nascer,
Ela então percebeu. Mais vale viver por viver,
Do que do mundo entender.

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