Impressões (Entorno do Pátio de São Pedro às vésperas da festa do Carmo)
As cores, os cheiros (nem sempre tão agradáveis!), as figuras inusitadas como uma senhora pedinte maquiada com a boca banguela escancarada num sorriso. Relíquias escondidas nos becos, como uma capa de vinil ilustrada por Virgulino. O brilho dos materiais dentro de uma loja escura, onde o escuro engole as formas das coisas. Um bêbado sujo tentando dormir na calçada quente. O parquinho que dorme de manhã. Os “tiro ao Álvaro” que nem Adoniran resistiria. O amontoado de coisas o amontoado de igrejas o amontoado de lojas o amontoado de pessoas. Essas ruas me deram a imagem de cenas de livros de Rachel e Graciliano, sem deixar de mostrar a vida independente que as ruas têm, como em O Cortiço. As idéias quentes do grupo ao sol. O carrossel parado que jamais está imóvel. A enxurrada de relógios contrária a atemporalidade que o cenário sugere.
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