Quadros desbotados enfeitavam a parede, a casa fedia como gatos mortos, morcegos vagueavam entre os vãos da casa, a luz pendia no teto, titubeaaanteee (mais uma vez não pagou a conta de luz), os grilos cantavam no jardim lodoso, o vento uivava melancólico indicando chuva, o tic-tac tenso do relógio avisava que estava perto da hora do jantar, o rangido da escada denunciava os passos de Leonice que colocava seu xale rasgado para ir comprar pão:
- Dona Georgina, o pão du armário ta véio, vô lá im Biu.
Mas a resposta era a mesma de quando avisou que o baú empoeirado da patroa estava tomado por traças: pigarro e barulho dos dedos de marcassita batendo as cinzas do cigarro.
Um comentário:
Eu acho que vou ficar assim quando velha.
haiuhaiuhaiuah
Sei lá porque...
Milena
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